As confrarias em geral
Na época de São Paulo da Cruz (1694-1775), as confrarias eram uma das formas privilegiadas de participação ativa dos leigos na vida da Igreja. Os seus membros recebiam direção e formação espiritual e faziam trabalho pastoral em prisões, de assistência social, com doentes, crianças e outros serviços de natureza caritativa.
Momento fundacional
A Confraria da Paixão teve início em 6 de abril de 1755 – instituída pelo próprio fundador da Congregação Passionista: São Paulo da Cruz – , quando um grupo de leigos em Frosinone, Itália, já membros de um grupo de oração, procurou os Passionistas para pedir ajuda na “celebração das festas litúrgicas e no auxílio aos necessitados”. Eles conheciam os Passionistas por meio das missões paroquiais e retiros que estes realizavam.
Desde então, “os Passionistas geralmente se sentiram comprometidos em promover a Confraria da Paixão como uma forma de continuar as missões paroquiais e os retiros, alcançando o que São Paulo da Cruz buscava fazer com os grupos de oração. A associação também foi vista como um movimento espiritual para os Passionistas promoverem a memória da Paixão e torná-la parte da vida familiar e social diária”, escreve o historiador Passionista Padre Fabiano Giorgini (História dos Passionistas, p. 160).
O que é a Confraria da Paixão?
É uma organização leiga que permite a homens e mulheres participar de celebrações litúrgicas e devoções passionistas e que os inspira a trabalhar pelo bem daqueles que mais precisam, os sofredores (os crucificados).
Promove, portanto, a memória da Paixão de Cristo “como parte da vida familiar, de Igreja e social”.
Os seus membros usam símbolos e vestes que os identificam como passionistas. Usam fita e medalha. Diferentemente dos membros do Instituto Secular não se consagram através de votos.
Em nossa Província, a Confraria da Paixão foi fundada em 1922, na igreja do Calvário. Estão presentes também em nossa Igreja do Rio de Janeiro.