Instituto Secular

O nome oficial é INSTITUTO MISSIONÁRIO SECULAR DA PAIXÃO (IMSP)

Surgiu na Itália, a partir de 1968. Mas a fundação oficial é em 1980. Seu fundador é o Pe. Passionista Generoso Privitera (1916)

São leigos (solteiros, viúvos ou casados) que se consagram por voto a viver o carisma e missão passionistas na própria família e em meio aos compromissos profissionais, eclesiais e sociais. Fazem votos e procuram manter um relativo anonimato, tanto em relação aos demais cristãos quanto no serviço apostólico que exercem. Não usam símbolos passionistas que os identificam como tal. Não tem obrigação de vida comunitária.

Estão presentes em São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e Salvador (BA).

QUEM SÃO?

O Instituto dos Missionário Secular da Paixão é um instituto secular, animado pelo Espírito do carisma de São Paulo da Cruz: a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Lema: “No mundo e para o mundo, mas não do mundo”: uma presença evangélica na vida diária, entre as pessoas, em diferentes ambientes de vida e trabalho, para testemunhar o Evangelho da Paixão e servir a Igreja e a humanidade, sobretudo os mais vulneráveis.

O FUNDADOR

O padre Generoso Privitera nasceu em 25 de fevereiro de 1916, em Trecastagni (CT), filho de Domenico Privitera e Giuseppina Raciti. Seu pai era comerciante, ora de madeira, ora de frutas, e sua mãe era costureira. O mais velho de três irmãos, começou a primeira série na escola municipal. Na segunda série, ingressou espontaneamente no Seminário de Trecastagni, onde passou muitos anos maravilhosos, adquirindo uma profunda formação cívica, cultural e espiritual.

Durante o ensino médio, um pensamento começou a criar raízes nele e nunca o abandonaria: tornar-se um Passionista. Ele o acompanhou com oração e discernimento, até conhecer o Padre Generoso Fontanarosa. Após um período de espera e preparação, foi ordenado sacerdote pelo Bispo Carmelo Patanè em 13 de julho de 1941 e, em 1942, partiu para Roma, onde foi recebido na Scala Santa. Em 7 de dezembro de 1942, recebeu o hábito e adotou o nome de Padre Generoso. Em 8 de dezembro de 1943, fez sua profissão religiosa.

Após estudar em Roma, foi enviado para a Sicília, onde exerceu seu ministério com dedicação. Dedicou-se à formação de muitos jovens, ocupou cargos na Vice-Província e serviu como capelão da UNITALSI por mais de trinta anos. Sempre atento aos mais vulneráveis, acompanhou muitas pessoas com gentileza e firmeza em sua jornada de fé.

Ao seu redor, muitos jovens o seguiam em sua espiritualidade passionista. Em 1968, por ocasião do seu 25º aniversário de vida religiosa, escreveu uma carta de Argentario para Sarina Consoli, com quem partilhou a ideia de um Instituto Secular que seguisse o carisma passionista. A partir desse momento, Sarina estaria sempre ao seu lado. Assim nasceu o Instituto dos Missionários da Paixão, um dom para a Igreja e para o mundo.

MISSÃO APOSTÓLICA

  • PROXIMIDADE (Ao lado de pessoas) – sua missão se cumpre por meio da proximidade concreta com as pessoas, especialmente as mais vulneráveis ​​e sofredoras. O objetivo é ser uma presença discreta, porém ativa, um sinal da ternura de Deus, que se aproxima em todas as situações da vida.
  • CAMINHOS DE ESPERANÇA (Construindo juntos um futuro mais justo) – Por meio da educação, da escuta, do apoio e do serviço, buscam ajudar a construir uma sociedade mais acolhedora, solidária e fraterna, onde cada pessoa se sinta reconhecida e valorizada.

O CERNE DA VOCAÇÃO

  • A oração (estar com Deus). A oração é a essência da vida consagrada laical passionista: o lugar onde cada qual busca o encontro pessoal com Deus, a escuta atenta de sua Palavra e busca contínua de fazer a sua Vontade. No silêncio e no dia a dia, nutre-se a relação com o Senhor, para que a fé ilumine as escolhas, sustente a jornada e se torne um testemunho concreto entre as pessoas reais.
  • Vida fraterna (caminhar juntos) – A vida fraterna é uma dádiva e um compromisso diário: partilhar a fé, apoiar-se mutuamente nas dificuldades, acolher na diversidade e crescer juntos em comunhão com Cristo. Na simplicidade dos relacionamentos, na partilha de tempo, oração e serviço, torna-se real o Evangelho da fraternidade.
  • Fé na vida (testemunho cristão) – A fé é chamada a se tornar vida, por meio de gestos concretos de amor, escuta, aceitação e cuidado por cada pessoa. Testemunhar Cristo significa trazer o Evangelho para o dia a dia, com simplicidade e constância. No trabalho, nos relacionamentos e nos ambientes, são chamados e ser um sinal de esperança, permitindo que a Paixão de Cristo inspire as escolhas e a maneira de amar.
  • O serviço (Amor que se torna gesto) Servir significa aproximar-se das pessoas, reconhecer sua dignidade e atender às suas necessidades com cuidado, respeito e sensibilidade. Seguindo o exemplo de Cristo, desejam transformar o amor em gestos concretos, dedicando o tempo o e empenho especialmente àqueles que vivenciam a fragilidade. O serviço torna-se, assim, um testemunho de uma fé vivida no dia a dia.